Basta-te

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José Carlos Rodrigues

A dor que me dilui o peito,
Morre-me, lentamente,
em sorrisos.
Constranjo os minutos,
Torno as horas inexpugnáveis.
Diante do intransponível,
A vida sem cor, o gesto vazio, a espera…
Não acontece nem chega,
Sem fim nem princípio,
Em nós, como infinito.
A espera sem esperança,
Do nunca sido, do não será…
– Esquece!
Repousa coração sem alento,
Na grandeza do tempo,
Sem medida, sem sofrimento.
– Só a ti mesmo,
Basta-te!

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