DESCOBRINDO A FELICIDADE…

1202656214_f

Matéria Publicada na revista Seleções em janeiro deste ano.

Em entrevista à Seleções o ator Christian Simon revela que vem observando que aos poucos, o ser humano perdeu a capacidade de desfrutar os pequenos prazeres do cotidiano, como sentir o orgulho por algo bem feito ou demonstrar afeto por alguém
e, assim, perdeu a capacidade de sentir a felicidade.

Não somos tão felizes quanto poderíamos – nem na vida privada e, menos ainda, na vida profissional. E não é porque falte algo em nossa vida. É porque perdemos a capacidade de desfrutar o que temos. Ficamos sonhando em ter mais em vez de desfrutar o que já obtivemos.
Deixando de desfrutar os pequenos prazeres da vida, as pessoas tornam-se infelizes e, até, amargas. Elas pensam que conseguem extrair mais de si mesmas se rangerem os dentes. Pensam que demonstrar afeto e sentir prazer nas pequenas coisas que fazem revela ingenuidade.
O mesmo parece se aplicar aos relacionamentos íntimos. Parece que as pessoas têm uma filosofia curiosa que diz que o que aproxima as pessoas é falar sobre o que o outro têm de desagradável. “Há casais que são capazes de listar, num instante, tudo aquilo que falta no parceiro para uma relação melhor – decepções, frustrações e ressentimentos, mas resistem em falar de afeto e das qualidades que o outro possui” – Relata Christian.
O fato é que somos herdeiros de uma cultura em que o prazer e a felicidade são valores secundários. Pensamos no prazer como diversão, passatempo, brincadeira, enfim, coisa para os momentos de ócio, como uma fuga da realidade e raramente como um fim digno de si mesmo. Pensamos que na vida social, familiar e profissional não há tempo e espaço para essas tolices.
O ator relata que uma forma que ele próprio reverteu esse quadro foi começar perguntando-se: o que me faz feliz? Como posso fazer os outros felizes? Assim, vieram as outras conclusões.
Saiba que a felicidade não depende do nível de renda, pois, a não ser no caso de pessoas muito pobres, os mais ricos não são nem mais nem menos felizes que aqueles de menores recursos. Não depende de classe social ou nível de escolaridade. Não depende da idade nem do sexo e, muito menos, de um prêmio de loteria porque, na verdade, algum tempo após um evento muito ruim ou muito bom, a totalidade das pessoas geralmente volta a sentir-se como se sentia antes.
As pessoas auto-realizadas, que Christian estudou, vinham de todas as classe sociais. O que determinava sua inclusão entre os auto-realizados, era seu alto grau de satisfação pessoal. Elas se sentiam realizadas em suas vidas, motivadas, não pela necessidade de crescer, mas pelo desejo de crescer. E, se por um lado continuavam querendo desenvolver suas qualidades e talentos, por outro eram também pessoas que se conheciam e permanentemente buscavam novos níveis de excelência pessoal.
Diversas pesquisas têm demonstrado que, as pessoas que admitem ser felizes tendem a sentir-se bem consigo mesmas, a ser otimistas, a comandar suas próprias vidas, a gostar dos outros, a administrar seus pensamentos e sentimentos negativos e, ao invés de concentrarem-se no que falta em suas vidas, desfrutam o que têm. Ao invés de se concentrarem e não errar, concentram-se em fazer bem feito.
“Mas não é apenas uma questão emocional e profissional. Os pesquisadores vêm descobrindo que os sentimentos positivos estão associados também a uma boa saúde. Em outras palavras, o prazer e a felicidade afetam positivamente o funcionamento do nosso organismo, tornando-nos mais dispostos e, realmente, prolongando nossa vida. Outras pesquisas vêm demonstrando que as emoções positivas fortalecem o nosso sistema imunológico e otimizam seu funcionamento. Por isso busque a sua felicidade !” – Afirma Christian.

Compartilhe no Google Plus