Avaliar, observar, julgar…

Você pode avaliar muitas coisas da vida, pode pensar a respeito de quase tudo, equilibrar e ponderar pensamentos e ver o que realmente vale à pena, ver o que realmente te faz feliz. Bom, penso o tempo todo no que eu realmente quero da vida, como mandam os livros de auto-ajuda que fazem sucesso hoje, leio todos, do “Segredo” até “Como aplicar o Segredo”. Por vezes, quando estou deprimido, penso que a vida não presta e que nada vale à pena, e, principalmente, que tudo o que fiz, de nada valeu. Mas quando olho para o passado vejo coisas que me agradam por demais. Realmente, desejo muito fazer coisas maiores, grandes obras, mas sinceramente, não pelo fato de ter um grande reconhecimento, meu desejo sincero, que vem do âmago do meu ser é conseguir passar os sentimentos que tenho aqui, em meu coração. Adoro mostrar as pessoas o mundo como vejo, mostrar um ângulo diferente, uma nova maneira de se ter, ser ou permitir viver. Sim, esse é o meu maior desejo. Entretanto, detesto sentir-me preso a uma forma de querer, é duro saber que à medida que o tempo passa nós, seres humanos estamos pré-dispostos a mudar o curso de tudo o que realizamos nem sempre para aquilo que realmente desejamos. Por quê ?! Por quê se me sinto preso, não me liberto ?! Não é a hora ?! O aprendizado não acabou ?! Que aprendizado ?! Para onde ?! Por quê ?! Por quê ?! Por quê ?! A vida, o simples existir é um mar de dúvidas e questionamentos. Durante a história todos sempre tentaram desvendar as grandes dúvidas, até hoje filósofos e cientistas buscam incessantemente respostas para todas as perguntas. Quem realmente é feliz ?! E quem realmente é infeliz ?! Esses dois pólos realmente existem, assim como céu e inferno ?! Ou simplesmente foram inventados por homens que tentaram explicar os “Por Quês” da vida com pequenas histórias. Não sei porque herdamos, como criaturas, o grande cérebro pensante e questionador. Juro que hoje mesmo olhei para um cachorro que estava com uma moça e me perguntei: “Nossa ! O que será que ele pensa ?! Será que pensa algo ?!” Dizem os homens da ciência que os animais irracionais têm em geral um raciocínio simplificado e vêem o mundo e seus anseios através de imagens, por isso se você deixar de ver o seu cão por mais de um ano, ele nem se lembrará que um dia você existiu. Interessante, não ? Mas aí eu pergunto: “Os cães e demais animais irracionais são felizes ?” E respondo: “Sim, acho que sim. Quando você não tem a capacidade de avaliar o mundo ao seu redor, seu próprio interior e porque não o interior dos outros, não consegue ver aspectos negativos, assim é feliz. Não quero dizer aqui que pensar é ruim, pelo contrário, mas verdadeiramente viver sem ter dúvidas é mais tranqüilo, menos estressante. Agora, quem tem a capacidade e a vontade de pensar precisa buscar um equilíbrio e aceitar o mundo como é. Um exercício característico dos felinos – OBSERVAR E JULGAR – Com o tempo se aprende a ser tranqüilo com as coisas que se enxerga e realmente estão muito equivocadas na existência. Também aprende-se a querer mostrar, mas aí já é outra questão, por isso gostaria de mostrar, mas tudo ao seu tempo, não é… Como os felinos. Muita calma….

© Christian Simon

Compartilhe no Google Plus